sábado, 4 de setembro de 2010

A nova aposta do cinema nacional - Nosso Lar


Um mergulho no desconhecido e uma caminhada por vielas que denotam fatos transcendentais à mera compreensão humana. Foi nesse contexto em que me encontrei enquanto conferia a mais nova aposta do cinema nacional baseada na obra do Chico Xavier: Nosso Lar. Encarado por uns como religião e por tantos outros como ficção, esse belo longa levanta questões polêmicas e adiciona mais um palpite no amontoado que já existe sobre o nosso destino pós-vida.


Nosso Lar relata a história de André Luiz, médico, que após sua morte devido aos mais diversos vícios levianos, se vê preso no Umbral, uma dimensão obscura repleta de sofrimento e dor. Situado entre o céu e a Terra, essa espécie de purgatório é o cenário do acerto de contas com a obra realizada (ou não) na Terra. Resgatado, ele é levado para uma dimensão superior, onde existem colônias (cidades) de espíritos de luz, e muitos deles atuam nas mais diversas áreas para um macro funcionamento das questões existenciais, tudo regido, é claro, pelo ser maior: Deus.



Vou procurar não me estender muito sobre o conteúdo do filme, pois a idéia é que você mesmo(a) assista e se surpreenda. A questão maior abordada é que nessa dimensão superior está localizada a verdadeira existência, a vida na Terra é apenas uma mera passagem! Outra coisa que me chamou à atenção é que essas colônias se localizam logo em cima do nosso planeta, distribuídas em belas cadeias de montanhas (belíssimas imagens). Existem estruturas sociais (como governo e ministérios) e muita tecnologia! Segundo o personagem Lísias (interpretado por Fernando Alves Pinto cuja atuação me agradou muito), “ali não era igual a Terra, a Terra que era uma imitação dali”. De tempos em tempos almas reencarnavam e levavam um pouco desse conhecimento para a humanidade, justificando entre ouras coisas, o desenvolvimento terrestre.



A qualidade da produção também merece destaque, o maior custo na história do cinema nacional! Repleto de efeitos especiais padrão Hollywood de qualidade, não comuns no jeito brasileiro de fazer cinema. Mas com o bônus da tecnologia veio o ônus do custo, o investimento beira os 20 milhões de reais! Talvez um valor tímido para o padrão internacional, mas certamente gigante para os orçamentos nacionais. Sinceramente, acho que foi bem gasto cada centavo.



Apesar de essa temática ter sido extraída de um livro religioso, o filme não necessariamente precisa caminhar por esse viés. Se você não é espírita, encare como uma bela história, uma boa ficção. Eu não sou espírita, mas apesar de saber que alguns recursos foram utilizados no sentido de se apresentar da forma mais adequada para o cinema (obviamente por se tratar de uma obra comercial), Nosso Lar fomentou alguns questionamentos que não eu não tinha. Seria muito coerente, na minha opinião, se dentro dessa obra do Chico (que segundo ele, o próprio André Luiz retratado no filme disse sob forma de Psicografia) houvesse alguma verdade universal. Prefiro acreditar que somos mais do que apenas essa vida, é mais reconfortante. A linha entre o entretenimento e questões filosóficas de cunho existencial estava bastante tênue nessa minha pequena viagem rumo a uma, quase impossível, definição do que eu acredito.



A direção e o roteiro do filme é de Wagner de Assis e é estrelado por Renato Prieto (interpreta o André Luiz), além de grande parte do elenco ser formado por artistas consagrados. Não posso deixar de pautar a trilha sonora, é sublime! Resumindo a ópera: recomendo demais! Aproveite e entre nessa viagem, que pode ser verdadeira. Por que não? Afinal, é uma possibilidade!



Grande Abraço

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pitacos Políticos


2010 está sendo um ano cheio de importantes acontecimentos e dos mais diversos. Entretanto, agora que as emoções futebolísticas da copa já acabaram, as eleições ocupam o espaço embaixo dos holofotes, no centro do palco. Certamente um momento crítico de transição já que estamos acostumados com o jeito Lula de governar.


Não faço questão de esconder o meu favoritismo pelo Luís Inácio, pois, apesar de sermos um país latino ainda não desenvolvido, ao longo desses últimos anos firmamos nossa força, relevância e importância no cenário político internacional. Não apenas por isso, internamente o Brasil já está com a casa um pouco mais arrumada (um exemplo disso é que a maioria da riqueza do país se concentra na classe C) se compararmos com outras épocas. Obviamente ainda não é o suficiente. Mas que nós andamos, andamos!!!


Infelizmente minha animação para por aí! Os presidenciáveis, desta vez, parecem oriundos de um espetáculo cuja principal característica é não ser carismático. Claro que estou falando dos digníssimos: Dilma (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), candidatos que configuram o cenário das principais possibilidades de Governo. Você já escolheu o seu?? Eu nem de longe!!!



O PSDB antes de formalizar a candidatura do Serra enfrentou um racha interno, os tucanos mais moderninhos apontavam na direção do “mineirinho gente boa” Aécio Neves, formando a contra partida da empreitada do Serra. Os conservadores saíram na frente e Serra começou a corrida rumo ao poder executivo Tupiniquim. Serra, concordo, é um bom administrador. Fez grandes obras, em especial na saúde e educação Paulista. Mesmo assim, a filosofia do PSDB me assusta um pouco, talvez um trauma retardatário do FHC way of life. Nesse contexto, talvez o Aécio fizesse a diferença principalmente no desempenho das pesquisas eleitorais, já que o Serra está em constante derrocada nas intenções de votos. Entre dois bons administradores, o mais carismático, obviamente, seria a escolha mais indicada.


Dilma do PT, que não é boba e nem nada, fixou sua campanha no figuraça do Lula. Está certo que se trata da candidata do governo, mas ela não é nenhuma operária que surgiu no coração sindical do ABC Paulista, então não deveria agir como tal. Identidade própria é crucial! Além disso, são gritantes os esforços dela com a aparência e vocabulário no sentido de imprimir uma imagem mais popular, totalmente diferente da Dilma que sempre deu as caras na chefia da casa civil. O fato é que está funcionando, ela já lidera as pesquisas. Devo reconhecer que sua propaganda eleitoral está muito bem produzida, um primor! Talvez esteja aí um fator que contribua com a, cada vez mais, notória vitória.



Marina Silva segue pela tangente, mostra fôlego na disputa com uma pequena, porém relevante, parcela das intenções de votos. Talvez fosse a melhor escolha se ainda gozasse do respaldo petista que outrora tinha. É uma figura coerente e bastante respeitada no cenário internacional devido ao seu comprometimento com o planeta e desenvolvimento sustentável. É uma incógnita, pelo menos para mim, os detalhes de suas promessas de campanha que não dizem respeito ao desenvolvimento verde. Está certo que se trata de um pilar importante, mas governar a república federativa do Brasil é tarefa complexa, existem outras grandes prioridades também. Talvez o seu pouco tempo na televisão não propicie muitos desdobramentos e discussões, afinal temos que ponderar que o processo democrático não é assim tão... democrático! rs..


Com todos esses pontos contra os nossos candidatos, realmente fica difícil decidir em quem votar. Talvez eu esteja sendo um pouco duro com as circunstâncias, mas ‘caramba’, é do nosso Brasil que estou falando. E deixá-lo nas melhores mãos possíveis é nossa responsabilidade. Vou seguir ponderando e tentar encontrar entre esses “simpáticos” presidenciáveis a melhor opção para a minha nação!! Pensa nisso Galera!!



Grande Abraço

sábado, 31 de julho de 2010

Brasil - Nossa faceta contemporânea na terra do Tio Sam


A nossa cultura sempre foi conhecida e taxada de forma um pouco diferente das existentes nos demais países latino-americanos. Samba, carnaval, futebol, bossa-nova são alguns dos exemplos de variedades tipicamente brasileiras, oriundas do nosso jeito tupiniquim de ser.


Até aqui nenhuma novidade, mas se observarmos sob uma ótica contemporânea, qual é a cara da música brasileira no mundo? Sabemos que a cultura norte-americana, de forma geral, se mostra soberana ((in) felizmente) no quesito exportar o “seu produto musical interno”, e em menor escala temos exemplos de artistas globais vindos de outros países: várias bandas do roque inglês, Laura Pausini da Itália, Shakira da Colômbia (a mais famosa estrela latina), Ricky Martin de Porto Rico, Kylie Minogue da Austrália entre muitos outros. Obviamente estamos falando de atualidade, já que existiram grandes nomes brasileiros (super) relevantes na musica mundial: Tom Jobim; Roberto Carlos, que já vendeu milhões de cópias em solo internacional (na América latina ele ultrapassou os Beatles com 70 milhões de álbuns vendidos); além, claro, da legendária Carmem Miranda.


Dito isso gostaria de chamar a atenção para dois artistas brasucas que começam a ganhar visibilidade na terra do Tio Sam: Ivete Sangalo e Seu Jorge. Ambos com grandes carreiras de sucesso aqui despontam para vôos internacionais rumo a conquista do mundo. Em ambos os casos a brasilidade aflora em suas deferentes facetas: axé/pop e samba.


(Ivete Sangalo)


Ivete Sangalo há anos desfruta dos topos das paradas brasileiras. Confesso que gosto muito da imagem e do estado de espírito que ela representa: sempre pra cima e animada, como se o mundo fosse uma grande micareta e cada canto do país fosse uma extensão de Salvador. É uma das poucas artistas nacionais que, além de cantar e dançar, viaja pelo país com uma grande produção, corpo de bailarinos e estrutura de palco no padrão tecnológico internacional.



(Seu Jorge)


Já seu Jorge é o dono de um swingado e talento digno dos grandes representantes de nossa cultura. Ser negão malandro e cantar como um ácido anjo é a receita do seu meteórico estrelato. Artista que abrilhanta o cenário musical nacional pelo seu samba/pop e letras que agradam desde o morador da favela até a mais elitizada das burguesinhas.


(Madison Square Garden - Nova York)


Destaco a Ivete e o Seu Jorge porque esse é o momento de efervescência de suas carreiras internacionais. Ivete Sangalo está prestes a gravar o próximo Dvd de sua carreira. Desta vez não será no Maracanã, mas no imponente Madison Square Garden, em Nova York. Palco constantemente ocupado por estrelas como Madonna, Britney, Justin, Stones e U2, esse templo do entretenimento vai tremer ao som do batuque abrasileirado em setembro. Engraçada foi a situação que me deparei: procurando por datas e preços de um show da Lady Gaga que possivelmente irei conferir em fevereiro, encontrei o anúncio do show da Ivete no site oficial do Madison. E não é dos mais baratos não, os interessados terão que desembolsar cerca de 50 dólares para assistir ao vivo as peripécias baianas. Está quase esgotado. Sensacional não é!



(Capa do trabalho internacional do Seu Jorge)


Seu Jorge segue na mesma direção. Lançou o álbum Seu Jorge and Almaz junto com o guitarrista e baterista do Nação Zumbi. Não havia alternativa, caiu nas graças da mídia especializada internacional. A versão gringa da revista Rolling Stones não poupou elogios ao nosso querido sambista: “O cantor brasileiro envolve seu chocolate barítono em torno dessa extasiante aventura com o sucesso setentista de Ray Ayers, enquanto o produtor dos Beastie Boys, Caldato Jr., faz o antigo hit chiar como cigarras no verão. Pedindo mais, por favor!”.


Não é só isso, o cd começa a ganhar notoriedade e já existe uma turnê americana acontecendo. Inciou em Miami (23/07) e partirá para as principais cidades dos EUA e Canadá. Já são vinte e dois shows agendados. Nada mal para um ex-negão da periferia que canta com nossa brasilidade na terra do Obama.


É muito bom vermos esse tipo de situação quando elas acontecem. Pois de forma direta ou indireta é a identidade brasileira que entra em foco e assume o espaço embaixo dos holofotes. Pode parecer que sou americanizado ou qualquer coisa do tipo, mas acima de tudo ou de qualquer preferência musical, sou brasileiro e com muito orgulho. Saber que a miscelânea cultural de qual sou oriundo ganha espaço fora dos limites de nosso território é animador! Parabéns para os nossos artistas.



Grande Abraço

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O pop na primeira década do novo milênio


No início deste ano ultrapassamos a barreira temporal do novo milênio, sua primeira década. E nesse ínterim muita coisa aconteceu e mudou. Isso em todos os contextos, é claro. E, com a cultura pop não poderia ser diferente, sobretudo na música. Mudanças essas que vão desde o ápice até a vertiginosa queda nas vendas de cd’s, consagração das mídias digitais e trocas pela Internet, ascenção e o, quase, desaparecimento do fenômeno das boysbands, megaestrelato, queda e ressurreição de Britney Spears frente às lentes dos paparazzi, o soul pop de Beyoncé, grandes popstars, a morte do grande rei, as constantes reinvenções da grande rainha e suas megaturnês e o nascimento de uma nova e estranha estrela.


Particularmente, posso atestar que a década 00-09 teve um papel crucial na formação das minhas preferências e estilo. Afinal eu, Rafa, fui adolescente e me tornei um jovem adulto nessa lacuna de dez anos. Sou praticamente o produto desse mix de altos e baixos temperados com uma releitura feita a partir de novas tendências. Complicado? Não se preocupe, são características da minha geração. De uma forma geral vou tentar resumir (resumir mesmo, gente! hehe) aquilo que achei bastante relevante na música pop. O que, provavelmente, será mencionado em um eventual almanaque da nossa década (isso quando alguém escrever um! Rs.). Tudo na minha, honestamente, humilde opinião.


Dos cd’s à mídia digital





A indústria fonográfica adentrou o novo milênio comemorando resultados plenos com as grandes vendagens de cd’s. A música pop tinha grande parcela de culpa nesse favorável quadro: o número de estrelas teens, boybands e girlbands obtinham colossais resultados. O ano 2000 chegou e a , como ficou conhecida, era de ouro do pop estava a todo vapor. Obviamente, o formato MP3, a troca de arquivos na Internet, sobretudo pelas redes P2P, ainda não eram comuns. O jeito mais fácil de consumir música era comprando cd’s mesmo.


Ao longo da década, a pirataria, popularização do Mp3 e as mídias digitais configuraram o cenário de crise das gravadoras. Já não se vendia, nem de longe, o volume de cd’s que outrora era tão corriqueiro. Toda essa situação foi agravada durante esses últimos anos. A venda de música pela Internet e a distribuição gratuita de material pela web já acontece com muitos músicos. A dinâmica para consumo de música mudou e a falta de regulamentação para a obtenção desse tipo de material na Internet foi - e ainda é - uma constante da época.



O fim das Boybands


(Backstreet Boys)


O fim da década de 90 foi marcado pelo surgimento de grupos de jovens cantores(as), as boybands (girlbands, no caso das meninas). A efervescência e o surgimento dessa nova faceta do pop aqueceu o mercado. Em pouco tempo, vários grupos desse estilo já colecionavam recordes de venda e público. Os Backstreet Boys foram os primeiros a alcançarem o estrelato, juntamente com as Spice Girls. Foi um alvoroço! O grupo formado por Brian, Kevin, Howie D., Nick e AJ foi, segundo o livro dos recordes, a maior Boyband de todos os tempos (concordo! Rs.), venderam mais de 150 milhões (entre cd's e sibgles)de cópias na carreira.



(N'Sync)


Outro grupo que merece destaque é o N’sync. Musicalmente, não superavam os Backstreet Boys. Mas, suas performances eram de tirar o fôlego, dançavam horrores. Liderados pelo, hoje star, Justin Timberlake e JC eles eram os exemplos de jovens poderosos. Contudo, infelizmente, ao longo da década eles foram perdendo a força. Em 2003 já se contava nos dedos os grupos existentes. Aqueles que outrora curtiram o ápice desse estilo (eu, por exemplo), choravam uma súbita nostalgia dos tempos gloriosos.


Não havia outra constatação, o ouro do pop teen estava acabando e a malandragem do hip-hop ganhava espaço. Já estávamos frente a uma nova febre.




Modismos: New metal e Emocore.


(Linkin Park - newmetal)

Difícil falar dos últimos anos sem ao menos citar certas vertentes do rock menos tradicional. No inicio da década, um novo tipo de rock emergiu no mainstream: o Newmetal. Linkin Park foi a maior banda representante do estilo: agudos gritados, refrões chiclet e hip-hop misturado com os acordes da guitarra. Outro destaque do newmetal foi o Evanescence, liderado pela talentosa Amy Lee.


(Simple Plan - Emocore)


Com o passar do tempo o Emocore foi surgindo e impondo suas influências no cenário musical. Guitarras, agudos, estilo obscuro, sentimentalismo exarcebado e grandes franjas viraram moda entre os jovens. Os integrantes do Simple plan foram as primeiras celebridades, reconhecidamente, pertencentes a esse movimento. Destaques para My Chemical Romance e o "Brasuca" NX zero.


Do hip-hop moderno ao eletro



(Black Eyed Peas)


O hip-hop havia se instalado e era obrigatório ser tocado em qualquer festa que tivesse o mínimo de senso (esse era o Rafa daquela época falando! Rs.). Os rappers, sempre acompanhados de beldades com vozes aveludadas, davam o tom de como a moda seguia. Era sempre o cara ditando frenéticos versos (falando quase sempre de relações amorosas) e as meninas cantavam o refrão. Mesmerize e All My body is all i have são grandes exemplos disso. J-Lo foi uma star que baseou, por um bom tempo, sua carreira neste tipo de música.


Algum tempo depois surgem aqueles que tremeriam as bases do mundo: O Black Eyed Peas. O quarteto liderado por Will I am e Fergie mudou a forma de se trabalhar o hip-hop. E como não podia ser diferente, tomaram a frente do cenário hip-hop global. Muitas de suas músicas dessa época estão até hoje no Ipod de muita gente, pode apostar!


Timbaland entra na área e o audacioso produtor começa a trabalhar com inúmeros artistas e imprimir a sua marca: hip-hop mesclado com o eletro e sintetizadores (e geralmente um gritinho seu aqui e acolá!! hehe). Durante um certo tempo foi o produtor mais requisitado do planeta. Fez grandes trabalhos com Justin Timberlake, Madonna, Nelly Furtado e vários outros.


E como o ciclo precisava ser fechado, depois desse momento de transição, o eletro veio com tudo . Ainda está em grande vigência. O Black Eyed Peas trouxe o visionário e épico eletrônico The E.N.D. I gotta Feeling e Bom Bom Pow fizeram história.



As grandes estrelas


Em 00-09 uma constelação de incandescentes estrelas abrilhantaram o cenário pop. Desde aqueles que já vinham de histórias de sucesso na década anterior até aqueles que surgiram nos últimos anos.


(Justin Timberlake)


Justin Timberlake, oriundo da boyband de grande sucesso N’sync, foi um dos grandes nomes da última década. Em sua carreira solo lançou dois álbuns (justifield e future sex love sounds), ambos de muito sucesso, principalmente o segundo. Foi considerado a celebridade mais requisitada nos anos de 2006 e 2007. Seu parceiro, o grande Timbaland, foi um dos responsáveis por suas produções musicais. Justin, hoje,é considerado o principal popstar (homem) em atividade.


(Beyoncé - Single Ladies)


Beyoncé é a grande representante da vertente soul do pop. Ganhou fama no grupo Destiny’s Child, mas sua carreira solo a levou a um nível ainda mais alto. Três álbuns lançados e milhões de cópias vendidas. No último ano (2009), Beyoncé foi protagonista de uma das maiores febres já vistas: Single Ladies. Um videoclipe simples, uma dança estilizada com maiôs pretos, parece pouco, mas a diva transformou isso em uma mania planetária.



(Christina Aguilera)


Chritina Aguilera também fez barulho nessa década. Dona de uma voz potente, se consagrou como um dos mais importantes talentos contemporâneos. Fez grandes turnês e apareceu sob diferentes facetas: a inocente garota de seu primeiro álbum, a profundidade e melancolia da performer da canção Beaultiful, o trabalho inspirado nos anos 30,40 e 50 (Back to Basics). Christina continua na ativa.


(Rihanna - Umbrella)


Rihanna iniciou sua carreira por volta de 2002, mas só no seu segundo álbum adquiriu fama mundial. Seu hit Umbrella foi, demasiadamente, executado pelas rádios, foi o maior sucesso da sua carreira.



(P!nk)


Pink é uma cantora de voz rouca e potente que sempre correu por fora. Um pop, que mesmo sem ser chiclete, alcançou ótimos resultados. Muitos hinos da década são de sua autoria: Don’t let me get me, Just Like a Pill, U in Ur hands e Sober, são exemplos disso. Pink é dona de uma invejável capacidade performática utilizando, inclusive, trapézios e movimentos circenses.


Também merecem destaque: Usher, Ne-yo, J-lo, Hilary Duff, Katy Perry, Amy Winehouse e muitos outros



As reinvenções da Madonna


(Madonna- Grammy 2006)

Depois de anos sem fazer shows, Madonna entra em turnê (Drowned world tour) para a promover o seu recém-lançado álbum, Music. Hits como: music, don’t tell me e what it feels like for a girl são desta época. Naquele momento, Madonna apenas deu continuidade a sua carreira e manteve seus milhões de tradicionais fãs.


Com American Life (2003), a rainha do pop começou a conquistar uma legião de novos fãs. Colocou na estrada a sua Reiventation tour, que resgatou sucessos antigos mesclados com os novos. O lema era : reivent yourself (Reivente-se). A grande Madonna estava toalmente de volta. E era só o começo! Em 2006, lançou o épico Confessions of a dance floor. Em um momento em que o hip-hop ainda dava as cartas, chega a Madge com um brilhante álbum eletro. Voltou a ter uma abordagem mais sexy e rodou o mundo com a confessions tour. No auge dos seus 48 anos, ela era a principal popstar do planeta.


2008 foi ano de mais uma diferente faceta da rainha. Em parceria com Justin Timberlake e Timbaland, lança o Hard Candy que estreou em primeiro lugar em 31 um países simultâneamente. Mais uma turnê mundial a vista, a Stick and Sweet tour chamou a atenção pelo número de shows e a megalomaníaca estrutura. Feita em duas fases, a turnê visitou estádios do mundo todo, inclusive cinco apresentações no Maracanã e Morumbi. Madonna encerra a década firme e à frente das demais popstars. O trono do pop está longe de ser ameaçado por outra sucessora.



O Rei se foi...



Como nem tudo são flores, acontecimentos ruins também marcaram a década. O pior deles, sem sombras de dúvida, foi a morte do grandioso Rei do pop, Michael Jackson. Isso, dias antes de sua magnífica turnê de retorno: This is it. Cinqüenta apresentações, com todos os ingressos vendidos, deixaram de ser executadas.


Não foi só isso! Em 2001, Michael lançou o seu último álbum de inéditas, Invencible, de onde saiu o hit You Rock my world. Apesar de não ter feito grandes turnês e apresentações, a maioria das grandes estrelas pop surgidas na década buscaram inspiração no grande rei para suas carreiras, além de serem diretamente influenciados por ele. Em 00-09, Michael foi eternizado por sua obra e suprema importância no cenário musical.




De Megastar Teen a Dirty Diva: Britney Spears


(Britney Spears - Toxic)

Britney iniciou 2000 a todo vapor finalizando os trabalhos, shows e apresentações do seu primeiro álbum Baby one more time. Nada mal para uma cantora que vendeu aproximadamente 28 milhões de cópias do seu cd de estreia. Sua aclamação já era global, tinha virado febre. Seguiu com seu segundo álbum, Oops! I did it again, e repetiu a dose de sucesso cantando suas músicas pop chiclete que, uma atrás da outra, se tornavam grandes hits (grande parte deles produzida pelo genial produtor pop, Max Martin). Resultado: mais 20 milhões de cd’s vendidos. Ganhou o título de princesa do pop, já que seus recordes de vendas e a influência de suas músicas (na galera teen, principalmente), lembravam os resultados já obtidos por Madonna.


A princesa do pop já fazia exaustivas turnês mundiais, enchia grandes arenas e estádios em um sucesso estrondoso para uma menina que estava prestes a completar 20 anos. “Ela é invencível”, dizia a mídia na época. Britney ditou moda e popularizou, por exemplo, as calças de cintura baixa que foi febre entre as meninas. Lançou seu terceiro álbum intitulado apenas por Britney (2001), foi um trabalho com apelo mais sexy que foi consolidado com o seu trabalho seguinte in the zone (2003). Deste último, podemos destacar uma parceria com Madonna (me against the music) e o super hit toxic, que ganhou o Grammy (2004), foi a música mais executada no planeta naquele ano. A revista época elegeu, inclusive, como um dos grandes hits da década. Cada álbum foi acompanhado de uma turnê mundial, respectivamente: Dream Within a Dream e Hotel Ônix.


Britney crescia sob os holofotes. Escândalos de sua vida pessoal e até sobre seu talento, já que constantemente era acusada de usar playback, permeavam sua carreira. O ápice da crise começou em 2007: raspou a cabeça e era constantemente acompanhada e seguida por paparazzi. Era uma tenebrosa novela da vida real e muitos atestavam o fim daquela titânica carreira. No mesmo ano, volta à cena com o álbum Blackout, trabalho muito elogiado pela crítica, mas que dessa vez veio sem turnê e divulgação. Mesmo assim, garantiram alguns milhões de cópias vendidas e foi eleito o 5º melhor álbum pop da história, segundo a revista Times. No fim da década (2008), Britney lança o álbum Circus. Uma Britney madura e focada estava por trás dele. Ressurgiu como uma fênix, reavendo o seu status de legendária! Voltou a rodar o globo com sua mais intensa turnê: The Circus Starring: Britney Spears. Foram cerca de 100 apresentações, a quinta maior turnê feminina da história.


Britney merece o grande destaque desses dez anos, pois foi protagonista de uma grande peça teatral acompanhada pelo mundo todo: desde shows com incríveis e milionárias estruturas até escândalos pessoais. Estava constantemente observada pelos fãs e, abusivamente, presa sob a lente dos paparazzi. Foi eleita a artista da década pelo Teen’s Choice Awards e vários outros veículos internacionais. A revista Forbes a elegeu, em 2004, como a celebridade mais poderosa do planeta, foi a pessoa mais jovem a ter o nome gravado na calçada da fama, beijou Madonna (na boca) ao vivo em uma premiação da Mtv. Então, de uma forma geral, qual foi a cara da música pop em 00-09? Fácil, Britney Bitch!


O nascimento de uma (freak) estrela

(Lady Gaga - Lovegame)


O motivo de falar sobre a Lady Gaga no fim do post não é mera coincidência. Ela é a ligação com a nova década e o que pode acontecer. Representa o que existe de novidade relevante e merece destaque: suas músicas baseadas no eletropop, seu estilo bizarro e seu grande sucesso mundial na atualidade. Ela, nesse momento de transição de décadas, está no auge e põe em cheque questões como talento, vídeos, beleza, atitude, sucesso e sexualidade de um jeito inteligente e não estereotipado.


Sua carreira começou há dois anos, mas no último (2009) sua escala de reconhecimento se tornou estratosférica. Poker Face, Bad Romance, Love Game, Alejandro e etc, são canções que já estão gravadas na história da música pop, além de consagradas pelas pessoas e pistas de dança.


Que venha muito mais Lady Gaga e o novo mostre o seu frescor no mesmo ritmo em que se consagrem novos talentos. Foi uma década cheia de mudanças e fascinante pelas variadas formas e tendências. Mas já acabou! Agora, é hora de se esbanjar e aproveitar a próxima. Mal posso esperar para ver (e ouvir) o que vem por aí. Vou concluir com três pontinhos (...), pois, como qualquer ciclo, é apenas uma nova fase e não o fim. Bem vindos 10-19...


Abraços..

domingo, 4 de julho de 2010

Glee-Mania

Olá pessoal!! Já faz um tempinho que eu não apareço por aqui, mas depois dessa sutil repaginada no blog, voltei! Agora, mais do que nunca, me comprometo com uma melhor periodicidade, juro! hehe


Estou especialmente feliz por começar e dedicar esse post ao grande fenômeno que, em poucos meses, virou febre, uma espécie de mania global. Trata-se do seriado musical Glee, que já coleciona recordes de audiência, álbuns vendidos além de uma turnê que está viajando pelos Eua, com expectativa de ser estendida a outros paises.



Então, qual é o segredo desse seriado que, aparentemente, não traz nenhuma novidade? Por que tanto sucesso e esse fervor de dimensões titânicas que hoje gira em torno dos episódios e números musicais.? Péra lá! Acho que não é simples assim! Acredito que a fórmula é usar uma idéia super clichê e aprimorá-la com elementos que vão em direção a uma reinvenção no tratamento dado a história e personagens. Resumindo a ópera: é mais do mesmo, só que de um jeito diferente. Isso não é loucura nem incoerência, você vai entender!


Os episódios são ambientados no High School, onde Wiil Schuester (Mattew Morrison) tenta recriar o Glee clube (coral de música), que em sua época de estudante tinha grande respaldo no colégio. Até aí nada muito diferente de mais um tipo de high school musical, mas a história começa a correr pela tangente quando a gente percebe quem são os protagonistas desse coral quase fadado ao fracasso. Os personagens estão longe dos estereótipos que estamos acostumados a ver nesse tipo de produção: o deficiente físico Artie (Kevin McHale); uma protagonista exacerbadamente dramática e brilhantemente chata, a Rachel (Lea Michele); um capitão de futebol americano bobão, o Finn (Cory Monteith); uma líder de torcida que cai no anonimato por causa de uma gravidez precoce, a Quinn (Dianna Agron); um gay que parece a versão teen do Mcquuen, o kurt (Chris Colfer); uma negra gorda que entre os seus complexos de confiança e falta de auto-estima tempera com um clima soul a série, a Mercedes (Amber Riley); e a japinha gótica, Tina (Jenna Ushkowitz). Além de outros personagens que tornam o grupo diferenciado e multifacetado (Puck, Santana, Brittany). A maioria deles são aparentemente perdedores (o L de Glee faz menção a palavra losers), impopulares e, apesar das diferenças, encontram no Glee club um sentido maior e uma alternativa para a sonhada popularidade. Não podemos esquecer da grande vilã Sue Silverster (Jane Lynch), treinadora do time de líderes de torcida, que arma os mais variados e mirabolantes planos para acabar com esse clube que começa a ganhar notoriedade.


(Elenco)


O que todos tem em comum? São exímios cantores e dançarinos. A atriz que interpreta Rachel, por exemplo, veio diretamente dos grandes palcos da Broadway para estrelar o Glee. Não só ela, como Mattew Morrison (professor Will) e Jonattan Groof (Jesse st. James, vilão líder do grupo rival), que fez uma participação nos últimos sete episódios da primeira temporada. As canções interpretadas pelos personagens, e paralelamente também responsáveis pelo sucesso da série, não são próprias, mas músicas conhecidas do extenso cancioneiro pop. Variadas, temos releituras de sucessos desde os Beatles até Lady Gaga, passando por Soul Music, Madonna, Kiss ,U2 entre os outros mais diversos. O cosmopolitismo musical impera nas incríveis versões adaptadas por eles nesse grande musical. Tudo acompanhado, é claro, de expressivas e muitas vezes, emocionantes performances. Épico!


(Rachel e Jesse cantando "Hello" do Lionel Richie)


Um festival de talento puro. Eu, que já sou pré-disposto a gostar de musicais, fiquei completamente encantado com o Glee. E o movimento causado por eles não pára por aí, ao fazer algumas releituras de músicas antigas, gerou-se o interesse pelas mesmas, em versões originais e começou-se a trazer para o main stream, artistas que já estavam há tempos fora dele. Olívia Newton Jonh é um exemplo disso, com colossal hit oitentista Physical.


(Elenco cantando "keep holding on" da Avril Lavigne)


Nem Madonna saiu ilesa dessa Gleemania, sues hits foram copilados em um único episódio intitulado “The power of Madonna”, onde foi homenageada e algumas de suas canções foram repaginadas com o frescor da novidade de Glee. Destaques para Like a Prayer, Like a Virgen e What it feels lik e for a Girl. A própria rainha do pop se mostrou encantada e entusiasmada. O álbum lançado com as músicas cantadas no episódio da Madonna vendeu cerca de 100 mil cópias na primeira semana, deixando para trás álbuns campeões de venda no momento como os do Justin bieber e AC/DC, além das canções ocuparem o topo das paradas americanas. Que poder!hehe Já que se trata de uma compilação de uma série e não de um cantor secular.


(Elenco cantando "Like a Prayer" da Madonna)


Um feito, se considerarmos que tudo isso foi conquistado durante a primeira temporada apenas! Acredito que essa seja a receita do sucesso: uma boa idéia, muita musica, dança, uma trama que permeie o drama e o bom humor, além de muito, muito talento!


Se você não conhecia e ficou curioso, aqui vai a dica de algumas releituras feitas por eles. Ficaram ótimas:



Don't stop believin', Hold on to that feelin' ...
Abraços